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Perguntas Frequentes

A reorganização das bancadas móveis foi testada com professores e alunos em várias escolas e em dois minutos é possível criar qualquer configuração de bancadas com a ajuda dos alunos. Com prática, existindo configurações tipo que os alunos já conhecem, é possível no início e final da aula reorganizar o espaço de acordo com as necessidades das actividades. De forma a facilitar a sua movimentação, foram pensadas duas rodas com travão em dois dos pés das bancadas, existindo uma solução de uma empresa dinamarquesa que não foi implementada até ao momento por não existir no mercado.
A solução inicial, testada no piloto na ES Rodrigues de Freitas, consistia na existência de uma hotte móvel que poderia ser movimentada entre a sala de apoio e qualquer laboratório, com filtros ou infra-estrutura de extracção em todos os espaços. Esta solução revelou-se bastante cara pela necessidade de substituição de filtros ou pela duplicação de infra-estrutura de extracção. Foi pedida a várias empresas uma solução intermédia, que consistiria na existência de uma hotte com acesso duplo, quer da sala de apoio, quer do laboratório, à semelhança de algumas soluções identificadas em escolas e laboratórios na Austrália. Existe um protótipo de conceito que ainda não foi testado. O balanço possível encontrado foi o de uma hotte fixa com visibilidade frontal e lateral, na sala de apoio, que apresenta as seguintes vantagens: 1. Partilha entre par de laboratórios 2. Localização na sala de apoio, onde são realizadas operações que constituem maior risco e que requerem a hotte. O ponto seguro na sala de apoio estaria na sua proximidade, em caso de acidente. As operações com maior risco seriam executadas por técnicos ou professores 3. A existência de visibilidade para a sala de apoio permite o controlo por parte do professor em situações em que os alunos teriam de utilizar a hotte A colocação da hotte na sala de apoio tem, sido sempre que possível, discutida com as escolas. Por vezes existem casos particulares de escolas com ofertas formativas específicas, que exigem um trabalho continuado na hotte. Nessas situações a hotte tem sido colocada no laboratório, mantendo-se no entanto a infra-estrutura na sala de apoio para eventuais mudanças na sua localização.

Não foi recomendada a colocação de quadros interactivos nos laboratórios escolares por vários motivos:
1. A área de projecção nos quadros interactivos é menor quando comparada com a projecção directamente na teaching wall
2. A impossibilidade de escrever com marcador no quadro interactivo diminui a área de escrita com independência do computador
3. Existem soluções no mercado que podem ser adquiridas posteriormente, como tablets ou adaptadores que transformam qualquer área de projecção em interactiva, que possuem as funcionalidades do quadro interactivo sem as dificuldades identificadas anteriormente.
No entanto, foram testadas soluções, como p.e. na ES Soares dos Reis, com colocação de quadro interactivo acoplado a teaching wall.

As actividades de óptica em situação de obscurecimento podem ser actualmente realizadas com lasers, não exigindo assim um espaço isolado que retiraria área útil e encareceria o projecto. O projecto considera a existência de blackouts nas janelas, que facilitam o obscurecimento parcial dos espaços, suficientes para estas actividades e para uso de projecção.

Foram pensadas duas soluções que permitiram o trabalho sentado nas bancadas laterais:
1. O aumento do espaço entre o limite de bancada e os módulos de arrumação, quer pela extensão superfície de bancada para além dos módulo de arrumação, quer pela redução da largura dos módulos, uma solução cara porque exige dimensões não standard, e que minimizaria o espaço de arrumação no segundo caso
2. O recurso a módulos móveis sob as bancadas laterais, que poderiam ser retirados quando necessário, permitindo o trabalho sentado nestas bancadas de forma confortável. Esta solução encarece o projecto e retira área de arrumação
Existe uma alternativa viável, testada nas escolas, que consiste em encostar as bancadas móveis perpendicularmente às bancadas laterais, permitindo assim o acesso a electricidade com (ou sem) extensão eléctrica aos pontos de corrente nas laterais. Assim, qualquer actividade prevista nos currículos de Ciências poderá ser executada em pé ou sentado. A extensão ficaria neste caso sobre as bancadas, reduzindo o risco de acidente.

O caso apontado na Biologia de as bancadas laterais não permitirem o trabalho sentado (de forma confortável) em observação ao microscópio, pela existência de módulos de arrumação sob as bancadas laterais, pode ser solucionado desta forma. Existindo casos em que é necessário acesso aos módulos e arrumação durante as aulas que estão a decorrer com as bancadas móveis encostadas às laterais, será necessária uma organização mais eficaz das bancadas e dos materiais arrumados nesta zona (que podem estar distribuídos pelos módulos de arrumação das salas de apoio, teaching wall ou módulos de arrumação intermédios entre as bancadas móveis colocadas perpendicularmente.

A opção de colocação das infra-estruturas de água e electricidade nas laterais baseou-se num balanço entre flexibilidade dos espaços, a sua dimensão e o custo da intervenção. A possibilidade de usar os laboratórios em diversas tipologias de aula (ou outra actividade escolar), num modelo pedagógico diversificado, inviabilizou à partida a existência de bancadas centrais fixas.
No desenho do conceito, foram consideradas várias soluções que permitiriam a existência de infra-estruturas na zona central dos laboratórios:
1. Calha de tecto comercializada por uma empresa alemã, que entre outras coisas, permitia a existência de água, electricidade e ventilação forçada associada a hotte móvel, utilizada em escolas e laboratórios profissionais na Alemanha. Pelo custo da solução e sua manutenção, esta foi imediatamente posta de parte;
2. Calha de tecto com ponto de água ao centro (para demonstrações do professor p.e.), envolvendo um ponto de água móvel, comercializado pela mesma empresa alemã referida no ponto anterior, suportado por uma calha de fornecimento de água e esgoto. Esta solução foi também afastada pelo seu custo e manutenção
3. “Ilhas” com pontos de corrente. Esta solução foi posta de parte já que exigia a colocação de infra-estrutura no chão, aumentava o custo por metro quadrado e diminuía a flexibilidade na movimentação de bancadas em laboratórios de menores dimensões
4. Chão falso com pontos de corrente, solução afastada pelo risco de segurança associado a cabos pelo chão e possibilidade de curto-circuito devido a inundação
5. Torres móveis com vários pontos de corrente. Não existe até ao momento fornecimento nacional deste tipo de soluções e a solução é cara. No futuro poderá ser uma boa hipótese a ser adquirida pelas escolas
6. Braços retrácteis com pontos de corrente nas extremidades, que seriam baixados quando necessários. Não foi considerada adequada devido à resistência do mecanismo retráctil
7. Mangueiras extensíveis espalhadas pelo tecto com uma tomada na extremidade, que colocaria pressão sobre o tecto falso e poderia dificultar a visibilidade para trabalho em pé
8. Bancada lateral afastada da parede, permitindo aos alunos estar de frente para a zona central do laboratório quando necessário. Pela perda de espaço inerente, esta solução também foi afastada.
Encostando as bancadas móveis perpendiculares às bancadas laterais é possível o acesso a electricidade com ou sem extensão eléctrica aos pontos de corrente nas laterais, viabilizando qualquer actividade prevista nos currículos de Ciências e permitindo o trabalho sentado ou em pé. A extensão ficaria neste caso sobre as bancadas, reduzindo o risco de acidente. Desta forma é também possível os alunos trabalharem de frente para o/a professor/a, em situações que assim o exijam.

O conceito proposto para os espaços para as ciências nas escolas tem como pressuposto que todas as aulas de ciências, teóricas, práticas ou de projecto, ocorrem num espaço híbrido. Foi assim possível maximizar o número destes espaços, sendo possível trabalhar com turnos ou turma inteira.

Existem várias soluções adoptadas pelas escolas para atribuição dos espaços às diferentes disciplinas científicas, discutidas quando possível entre os grupos disciplinares e a direcção. Existem casos em que os espaços são atribuídos a disciplinas não científicas, e a alunos de outros ciclos de ensino que não o secundário, o que levanta sérias questões quanto à segurança e manutenção dos espaços e materiais.

Estes espaços não devem ter ocupação máxima diária uma vez que a preparação de actividades práticas exige por vezes o seu uso antes ou depois de um período lectivo, devendo a direcção da escola estar alertada para a sua especificidade.

As salas de balanças foram concebidas para operações com equipamento muito sensível, por vezes com precisão elevada. As balanças de uso corrente nos laboratórios escolares não têm essa sensibilidade ou precisão, não exigindo assim um espaço isolado que retiraria área útil e encareceria o projecto. Em casos de escolas que necessitem de estabilização para equipamento deste tipo, existem no mercado soluções de mesas de balanças anti-vibratórias, não sendo no entanto necessário isolá-las numa divisória.

São 3 os motivos que sustentam a decisão de não incluir instalação de gás nos laboratórios escolares:

  1. Os elevados custos de instalação de infra-estrutura de gás e sua manutenção de dois em dois anos, como disposto no artigo 3.º da Portaria 362/2000 de 20 de Junho; 
  2. A referência reduzida a bicos de bunsen ou outros equipamentos que necessitem de gás nos currículos do ensino secundário, em particular nos das ciências fisico-químicas; 
  3. As alternativas de equipamento de aquecimento e chama no mercado e suas vantagens face a uma infra-estrutura fixa de gás, em termos de segurança e custos.

Custos

Os custos de instalação de infra-estrutura de gás e sua manutenção de dois em dois anos, para além dos custos associados, p.e. em materiais de construção, protecção das envolventes (paredes e portas), ventilação natural própria e afecta às fugas de gás, sentido de abertura de portas, necessidade eventual de duas saídas, e sistema automático de detecção de gás, são elevados face ás exigências do currículo e do dia a dia dos professores de ciências.

Referências nos currículos

As referências a chama de bico de Bunsen (com respectiva necessidade de instalação de gás) são reduzidas nos currículos de ciências fisico-químicas, sendo as necessidades de aquecimento no geral facilmente substituídas por placas de aquecimento ou bicos de Bunsen portáteis.

Alternativas

A existência no mercado de bicos de bunsen portáteis de carregamento rápido com gás butano (tipo isqueiro), atinge temperaturas de 1371º C e cerca de uma hora de queima contínua. Dada a sua portabilidade, podem ser partilhados facilmente entre laboratórios, reduzindo o número de unidades necessárias por escola. O acondicionamento em caixas facilita também a sua arrumação. Existe ainda a possibilidade de ter um kit com carregadores para substituição rápida de recipientes já vazios.

A visibilidade para a sala de apoio, apenas em situações em pé, permite o controlo de actividades de alunos nestes espaços em contexto de aula. Permite também a visibilidade para o laboratório adjacente, que pode ser utilizado para actividades paralelas em situação de projecto, formação de professores ou outras.